Como o envelhecimento afeta o físico do meu corpo?

Atualizado: Mai 10

O envelhecimento compreende em um processo de transformação do organismo que ocorrem após a maturação sexual e que acarretam resultados distintos para as diversas partes do organismo. (Nèri AL., 2005)



Dentre as principais alterações que surgem com o avanço da idade, está o decréscimo da função muscular resultante da "sarcopenia", com redução substancial de massa muscular e um aumento na gordura subcutânea e intramuscular. Essas alterações geram diminuição da velocidade de caminhada, do equilíbrio, da habilidade de subir escadas e de levantar-se de uma posição sentada, fatores que favorecem a diminuição da independência funcional. (Lacourt MX, Marini LL., 2006)


Controle Postural do Idoso


O controle postural exerce suas funções de suporte, equilíbrio e estabilização por informações sensoriais múltiplas.

O sistema visual, vestibular e somatossensorial são as principais fontes de orientação para o desempenho dessas funções executadas pelo sistema motor.

Os distúrbios do equilíbrio decorrentes do envelhecimento alteram os sistemas sensitivos, visual e efetor e ainda estão associados às doenças crônico-degenerativas e ao ambiente em que o idoso está inserido, gerando instabilidade postural e risco de quedas.


Relação sensorial e motora


O controle postural é visto como o resultado de um relacionamento complexo e dinâmico entre o sistema sensorial, constituído pelos sistemas visual, vestibular e somatossensorial, e o sistema motor.

Além das alterações sensoriais, o processo de envelhecimento também causa mudanças estruturais e funcionais no sistema neuromuscular. Estas mudanças estruturais provocam, basicamente, uma diminuição dos níveis de força e um aumento no tempo para a produção de força máxima com o avanço da idade.

Barela e Freitas, afirmam que a provável causa da instabilidade do sistema de controle postural em idosos seja a alteração no relacionamento entre informação sensorial e ação motora.

A rigidez articular, a perda de massa muscular (responsável pela sustentação do corpo), a diminuição da acuidade visual (dificultando auto-correção e orientação espacial), ou até mesmo alterações do sistema vestibular (relacionado ao equilíbrio) podem comprometer a postura no dia-a-dia.

Todos esses sistemas desempenham funções importantes conjuntamente. Seu desarranjo pode comprometer o controle postural de maneira a causar adaptações no corpo do idoso.


Alterações do sistema nervoso


Além das alterações sensoriais e motoras verificadas com o avanço da idade, alterações no sistema nervoso, tais como: a diminuição na velocidade de transmissão do impulso nervoso; a perda significativa de neurônios, redução no número de ramificações nervosas; a diminuição do metabolismo cerebral; a redução da perfusão cerebral e alteração no metabolismo dos neurotransmissores, podem também interferir no desempenho do sistema de controle postural.

A diminuição na velocidade de transmissão do impulso nervoso pelas vias aferentes e eferentes pode afetar consideravelmente o sistema de controle postural, principalmente em situações de perturbação, onde o tempo necessário para desencadear uma resposta postural é imprescindível para o sucesso da recuperação do equilíbrio.


Osteoporose


Sabe-se que há uma redução na densidade dos ossos e, que essa redução, dá-se mais precocemente na coluna vertebral que nos membros.

Segundo Guccione (2002), a perda óssea em homens acontece em uma taxa de cerca de 0,4% por ano, iniciando-se aos 50 anos de idade e não se torna caracteristicamente problemática até que o homem esteja na faixa dos 80 anos.



Redução da Força Muscular


Com relação à força muscular, Guccione (2002) referiu que esta atinge seu máximo com cerca de 30 anos e permanece constante até cerca de 50 anos, começando, então, a mostrar uma perda crescente.



Processos degenerativos


Guccione (2002), relata que em geral, o envelhecimento altera as propriedades e a proporção relativa dos elementos do tecido conjuntivo do disco intervertebral. A elastina torna-se menos distensível e pode sofrer fragmentações sucessivas.

Hall (1993) afirma que as lesões e o envelhecimento reduzem irreversivelmente a capacidade de absorção de água pelos discos, resultando numa diminuição na sua capacidade de absorção de choque. O mesmo autor diz ainda que um disco geriátrico típico possui um conteúdo líquido reduzido em cerca de 35%.

Para Guccione (2002), pode-se observar alterações da estrutura do colágeno como redução do comprimento das cadeias de condroitina na cartilagem articular gerando uma possibilidade aumentada de que a cartilagem articular possa passar por microfraturas ou lesão a partir de forças como o desgaste, obesidade, trauma, doença metabólica ou fatores hereditários.

GUCCIONE (2002), também relata a diminuição na quantidade de fibras musculares do tipo II de contração rápida, à medida que a pessoa envelhece.

As conseqüências funcionais da atrofia muscular pré-vertebral e pós-vertebral poderiam resultar em algumas das alterações posturais e biomecânicas observadas em idosos.

A estabilidade dos segmentos móveis e a sustentação da coluna vertebral também apresentam alterações no idoso.

Um estudo demonstrou que a "capacidade dos ligamentos anterior e posteriores da coluna vertebral reduz com o avanço da idade". (Guccione AA.,2002)


Quer saber sobre as consequências do envelhecimento? Semana que vem teremos mais um post falando sobre alterações posturais nos idosos e quais devem ser os objetivos terapêuticos com eles.


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